Cultura

Angra do Heroísmo: A Cidade que o Atlântico Tornou Grande

Angra não nasceu por acaso.

A forma da sua baía criou um abrigo natural numa ilha colocada no caminho das grandes rotas oceânicas.

Por aqui passaram navios vindos das Américas, de África e das rotas da Índia. Durante séculos, esta pequena cidade açoriana esteve ligada a acontecimentos que se desenrolavam a milhares de quilómetros.

As ruas, igrejas, conventos, palácios e casas senhoriais contam a história de uma cidade muito mais cosmopolita do que a sua dimensão faria imaginar.

Em 1983, o centro histórico de Angra do Heroísmo foi classificado como Património Mundial pela UNESCO.

Porque se chama “do Heroísmo”?

Durante as lutas liberais do século XIX, a Terceira tornou-se um dos grandes bastiões da causa liberal.

Angra teve um papel decisivo nessa resistência e recebeu o título de “Muito Nobre, Leal e Sempre Constante Cidade de Angra do Heroísmo”.

Uma cidade para descobrir a pé

Comece no Alto da Memória e depois desça pelas ruas históricas, passe pela Sé, pela Praça Velha, pelo Jardim Duque da Terceira e siga até ao Pátio da Alfândega e à baía.

Pare na Praça Velha.

Hoje é um lugar de encontro e vida tranquila, mas esta praça assistiu durante séculos a mercados, festas e acontecimentos importantes da história da cidade.

Em 1980, um forte sismo provocou graves danos em Angra. A reconstrução preservou grande parte da sua identidade arquitetónica.

Por isso, caminhar hoje por Angra é também descobrir uma cidade que conseguiu sobreviver ao Atlântico, às guerras, aos sismos e a quase cinco séculos de história.

E há uma regra simples para a conhecer:

estacione o carro e perca-se a pé.

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