Cultura

Terceira: Um Pequeno País no Meio do Atlântico

Há uma sensação curiosa quando percorremos a Terceira pela primeira vez: parece que a ilha foi preparada para nos receber.

Terceira: Um Pequeno País no Meio do Atlântico

As estradas estão cuidadas, as freguesias arranjadas, os jardins tratados e as casas bem apresentadas.

Há hospital, escolas, universidade, comércio, serviços, aeroporto, porto, agricultura, pesca e indústria.

Em pouco mais de 400 km² encontramos praticamente tudo aquilo de que uma comunidade precisa.

Quase um pequeno país no meio do Atlântico.

Mas isto não foi feito para os turistas.

É sobretudo o resultado do brio dos terceirenses pela sua terra.

E esse brio não se vê apenas nas ruas ou nas casas.

Está nas horas dedicadas a preparar as vestes dos desfiles e das festas, no cuidado colocado nos Impérios, nas filarmónicas e nas tradições de cada freguesia.

E talvez nenhum exemplo seja tão revelador como os Bailinhos de Carnaval.

Durante meses preparam-se textos, ensaiam-se músicas, constroem-se histórias, fazem-se cenários e guarda-roupa.

Depois, grupos percorrem as freguesias apresentando verdadeiro teatro popular.

Tudo isto exige tempo, trabalho e dedicação — muitas vezes sem outra recompensa além do orgulho de participar.

Quem visita beneficia desse cuidado, mas ele não existe para impressionar quem chega.

A Terceira parece ter sido preparada para nos receber. Na verdade, foi preparada pelos terceirenses para eles próprios — e é precisamente isso que a torna tão especial.

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